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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Onda verde precisa avançar sobre o comércio mundial

   Há 40 anos o dia 22 de abril é usado para comemorar o Dia da Terra, que por incrível que pareça foi instituído por um norte americano, o senador Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Muitos conceitos de preservação ambiental são transmitidos, alguma consicência foi estabelecida, mas essas condições ainda são mínimas diante do tamanho global da degradação ambiental.
   Neste panorama global capitalista, a mudança no perfil econômico é essencial. A onda verde precisa ser um fato concretizado no mercado mundial. O planeta está saturado com as intervenções do homem na biosfera. As emissões de gases poluentes na camada de ozônio causam desequilíbrio ao meio ambiente.
   Já que estamos distantes de ter uma Economia de Baixo Carbono, com as indústrias de forma globalizadas produzindo dentro de um modelo sustentável, com objetivo reduzir as toneladas de poluentes que o homem despeja diariamente no meio ambiente, é preciso valorizar e disseminar ações adotadas por algumas empresas e consumidores preocupados com o meio ambiente.
   Digo que estamos distantes dessa Economia de Baixo Carbono pela atitude tomada pelos Estados Unidos e pela China na COP 15, realizada em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro de 2009. Nenhum acordo para redução de emissão de gases poluentes foi estabelecido. Dois países conseguiram ter mais força do que mais de uma dezena.
   Os desenvolvidos não estão interessados em equilíbrio econômico que permitiria aos países em desenvolvimento a adoção de um modelo de produção que alia o tripé da onda verde: desenvolvimento, preservação e benefícios sociais. O que vale no livre comércio até os dias de hoje é, além de manter o mercado, expandi-lo. Portanto, não é interessante aos grandes aumentar a concorrência.
   São necessárias regulamentações para que a economia verde se estabeleça? São, mas quem as criaria e fiscalizaria? Nesse mercado globalizado quem gere é a Organização Mundial do Comércio (OMC), que tem que administrar politicagem e o poder do mais rico. A ineficiência OMC pode ser vista em alguns setores, inclusive no que se refere ao meio ambiente. O ecoprotecionismo praticado pelas barreiras tarifárias é realidade e descumpre as disposições do Acordo Geral Sobre Tarifas e Comércio.
   Estamos falando de comércio exterior e de meio ambiente. Uma organização que trata da atividade comercial não poderia gerir sozinha as regulamentações sobre o meio ambiente. É preciso pessoal especializado.
   Dar uma sugestão para encontrar a solução é algo difícil. Vemos muito a visão de que tudo precisa mudar para que a onda verde se estabeleça. Eu acredito que precisamos adaptar nossa realidade.
   Imaginar que o livre comércio é destruidor do meio ambiente e tentar acabá-lo é insanidade, o que é necessário é usar o modelo a favor. Pensar que devemos reduzir importações e produzir localmente é mais uma loucura, já que com a população crescendo em progressão geométrica nenhum país é auto sustentável. Esse modelo não vai regredir.
   Parece que estamos em um labirinto, sem achar saída e sempre dando de frente com altos muros. Mas, acredito que mudanças podem ocorrer. Só espero que seja antes da água potável se tornar rara e do ar que respiramos causar doenças.
   Nossos "pequenos" estão abertos para absorver novas culturas, novas atitudes e posturas. As crianças de agora podem formar uma geração preocupada, que faça a onda verde, com sua economia de baixo carbono, existir efetivamente. Por isso, não podemos descuidar da base.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Paradinhas são trapaças

   O que você pensa de trapaça? Não importa aonde aconteça (no trabalho, em casa, no coração), ela é desleal e, segundo o dicionário, uma fraude. Por que seria diferente em um jogo de futebol? As tão praticadas paradinhas no momento do pênalti deveriam ser punidas. Na Europa, em alguns países, os jogadores são punidos com cartões, a Fifa deve punir durante a Copa do Mundo com cartão amarelo e vermelho na reincidência. Já a CBF não deu nenhum passo para mostrar que está pensando no assunto.
   A função do goleiro neste momento acaba sendo dispensável com a paradinha. Imagine uma final decidida nos pênaltis dessa forma. Nada emocionante, já que a espera seria por um erro grosseiro de quem estivesse batendo. Desde que os atacantes decidiram utilizar esse artifício não vemos mais grandes defesas. O mantra das torcidas, Erra! Erra! ou Pega! Pega!, não tem mais objetivo, já que o atacante mira e, claro, escolhe o canto oposto do goleiro.
   Tudo bem, na hora do pênalti muito goleiros se adiantam, o que considero errado também. Os árbitros deveriam ser mais severos e fazer a bola voltar toda vez que isso acontecesse, assim como a barreira reduzir pela metade a distância até a bola na cobrança de falta. Penso que as regras existem para permitir uma disputa limpa, em que todos têm a mesma oportunidade de levar seu time à vitória.
   Quando vamos ver a CBF fazer algo para interferir nesses subterfúgios tão comuns ultimamente nos gramados brasileiros?
   A Internationaal Football Association Board (IFAB), responsável por fazer mudanças nas regras do futebol, decidirá em reunião especial, nos dias 17 e 18 de maio, sobre as paradinas nas cobranças de pênaltis, faltas em jogo, expulsões por ofensas em campo e as responsabilidades do quarto árbitro.
   Quanto às paradinhas, acredito que as chances de serem punidas são maiores, já que no final do ano passado o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a condenou e a considerou “uma maneira de roubar, uma deslealdade”.
   Torço pelo retorno das grandes emoções à partida de futebol. Quero meu coração disparado pela expectativa do acerto.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Beleza de photoshop

   Mulheres lindas, com corpos perfeitos, não importa se são jovens ou maduras. A pergunta que fazemos é: Como elas conseguem ser assim? Qual o segredo? Elas são lindas porque tem dinheiro para os melhores tratamentos de beleza?
   Na maioria dos casos a resposta é photoshop. A diferença as vezes é gritante. Essas modelos e mulheres famosas que vemos perfeitas nas revistas tornam-se referência de beleza para as mulheres “mortais”, que acabam não se aceitando como são. Alguns homens saem em busca da perfeição feminina.
   Toda essa ilusão de beleza de técnicas escondidas irá sair do anomimato. Há um projeto de lei, de autoria do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA), que obrigará imagens tratadas com Photoshop a virem com a advertência "Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada". Pelo projeto haverá multa de R$ 50 mil para quem desobedecer a lei.
   A França e a Inglaterra discutem projetos semelhantes, que pretendem reduzir ou até acabar com a idealização do corpo humano.
   Esses exemplos de beleza mentirosos fazem com que muitas mulheres fiquem obcecadas pelo corpo sem gordurinhas localizadas, com um peso bem abaixo do seu ideal, do saudável. Há ainda as insatisfeitas com o nariz, com os seios pequenos, com a bunda normal, que usam o silicone como artifício para “melhorar”o que não aceitam.
   Outro dia vi uma matéria na TV sobre uma cirurgia chamada de ocidentalização dos olhos. Esse é o top das cirurgias estéticas entre os orientais, que arredonda os olhos, na tentativa de aumentá-los algo como os olhos dos personagens de mangás.
   O Livro Guiness do Recordes tem competição sobre os maiores seios. A atriz pornô americana Maxi Mounds têm os maiores seios do mundo. Mas, a brasileira Sheyla Hershey e a argentina Sabrina Sabrok estão bem perto da estadunidense. A brasileira fez nove cirurgias para inflar os seios, tendo 7 litros de implantes.
   É uma bola de neve para algumas pessoas que tem uma visão torta do que é perfeito, do que faz uma pessoa bonita. O que vemos a primeira vista nem sempre é o perfeito, por isso o ser humano precisa de relacionamentos de todos os tipos (amizade, trabalho, amor). Para viver em conjunto é preciso mais do que a aparência.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Água suja mata mais que violência


    O que a humanidade está fazendo com o recurso que nos classifica como planeta azul? Infelizmente, poluindo rios e oceanos com milhões de toneladas de resíduos sólidos. Hoje, Dia Mundial da Água, o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep) informou o que já sabíamos, mas faltava confirmação técnica e científica. A poluição da água no mundo mata mais pessoas do que a violência. Essa informação é grave e deveria servir como um meio de sensibilização para que cada um cuide para mudar essa realidade. Mas, temos que ser realistas, já que essa não é uma mudança de atitude fácil e rápida de acontecer.
   O ser humano reage quando algo que lhe é essencial é tirado, por isso a grande maioria só irá se preocupar com a poluição desse recurso natural insubstituível para a vida e não renovável quando não houver mais oferta de água potável suficiente. Muitos acreditam que no futuro a corrida não será pelo petróleo ou pelo gás natural, que movem o capitalismo, mas pela água potável.
   A água contaminada mata a vida marinha e a humana, por espalhar doenças. Neste momento, essas doenças matam muito mais nos países pobres e em desenvolvimento, já que é neles que as falhas no tratamento da água e do esgoto mais aparecem. Mais a frente, quando o potencial hídrico do planeta reduzir substancialmente, todos serão afetados.
   Pelo relatório da Unep, “Água Doente”, 2 milhões de toneladas de resíduos contaminam 2 bilhões de toneladas de água. Esses resíduos são compostos, principalmente, por esgoto, poluição industrial, pesticidas agrícolas e resíduos de animais.
   A estimativa do Unep é que a falta de água limpa mata anualmente 1,8 milhão de crianças até 5 anos de idade.
   O Brasil é um país que não tem como desafio a quantidade de água, já que possui 12% do potencial hídrico do planeta. Nosso desafio é dar qualidade a esse potencial. A Agência Nacional de Águas (ANA) realizou um levantamento que apontou que 17 milhões de brasileiros não tem acesso a água potável.
   Isso é um absurdo. É sinal de descaso e de que se nada for feito tendemos a perder todo esse potencial. A ANA calcula que seria necessário investir pelo menos R$ 20 bilhões na proteção de mananciais que abastecem centros urbanos. Pelo levantamento da agência, apenas 9% dos pontos de monitoramento da qualidade de água tratada tem avaliação ótima, 21% estão entre razoável e péssimo.
   Não defendo que o governo seja responsável por tudo. Cada cidadão deve perceber sua parcela de responsabilidade e agir em benefício do planeta, que trará consequentemente seu próprio benefício. A mobilização deve ser da sociedade como um todo: cidadão, governo e empresas. Não só pela água, mas pela floresta, pela camada de ozônio. Temos que pensar no todo e agir.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um sonhador no ônibus

   "Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão". Esta é uma frase de Eça de Queiroz, que devemos utilizar como inspiração para refletir em 2010 por ser um ano eleitoral.
   Os próximos meses serão de disputadas, denúncias, escândalos, toma lá da cá e sem esquecer da Copa do Mundo da FIFA – utilizada por aqui como o famoso ‘pão e circo’ para tirar a atenção dos eleitores. Oficialmente estamos longe da homologação de qualquer candidatura, mas muito já está sendo dito e prometido.
   Hoje voltando para casa de ônibus – pois é, sem carro! – entra um homem com jeito de ter mais de 60 anos e pede atenção dos passageiros. Na hora pensei: mais um pedindo esmola, porque em Santos, mesmo com campanha oficial contra a esmola, os ônibus que geridos pela empresa pública CET permitem que pessoas peçam esmola.
   O homem começou: -“Estou aqui pelos meus dois filhos, pela minha família, pela minha dignidade e por cidadania. Este é um ano eleitoral e se vocês forem espertos não irão reeleger políticos. É só olhar o noticiário e observar os que agiram de má fé contra o povo. Não estou aqui por nenhum partido ou candidato. Estou falando pela cidadania.”
   Aquele homem de cabelos brancos me surpreendeu. Parei para ouvi-lo com atenção, já que em pouco tempo teria que descer do ônibus. Ele falou como aposentado, que contribuiu e recebe pouco, reclamou de ter sido chamado de vagabundo por certo ex-presidente da República. Falou pelos filhos que buscam trabalho e não encontram, mesmo tendo diploma.
   Naquele homem, pelo breve tempo que pude ouvi-lo, vi o que seria um brasileiro perto do ideal. Uma pessoa que conhece e busca seus direitos, que acredita que se comunicar e expor seu ponto de vista pode fazer alguém refletir e agir de forma correta no momento do voto. Alguém que como todo brasileiro quer viver melhor.
   Infelizmente, não é o que vemos. O eleitor não sente sua parcela de culpa pela economia estar ruim, pelo salário mínimo ser realmente mínimo, por não ter atendimento decente na saúde pública, pela educação ser fraca, por haver famílias sem ter um prato de comida.
   O eleitor prefere apontar o dedo e dizer: -“Olha! A culpa é daquele vereador, daquele prefeito, daquele deputado, daquele governador, daquele presidente.”
   Esses políticos são culpados por não cumprir a promessa, por não honrar o compromisso de tornar a vida melhor para o seu povo. Mas, o eleitor é culpado em parte, já que é ele que elege os políticos sem comprometimento, que roubam dinheiro público, que guardam dinheiro em meias, que param obras essenciais por não haver mais verba, que foi desviada para seus cofres particulares.
   Desejo um dia ver o eleitor realmente exercer seu direito ao voto, à escolha, à cidadania. As eleições acontecem em outubro, por isso abram a mente, tenham uma visão amplificada. VOTEM CERTO!!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fui assaltada e a sensação segurança é zero

   Um dia normal de trabalho. A pauta era fotografar a Linha Amarela, na altura da Vila Margarida, em São Vicente, que teve obras concluídas em dezembro de asfaltamento e drenagem.
   Algo simples de ser feito, mas que terminou em assalto. Por sorte só levaram uma corrente que nem era cara – sinto pelo pingente de Nossa Senhora que ganhei quando nasci. A máquina só não foi o alvo porque eu esperava o semáforo abrir para tirar fotos do trânsito em movimento, portanto a máquina estava nas costas.
   Quando fui descarregar as fotos, observei que havia tirado a foto do assaltante, que me observava na esquina sem que eu percebesse, saindo para pegar uma bicicleta que facilitaria o roubo.
   O assalto ocorreu a poucos metros do Ambulatório da Mulher, aonde quatro guardas civis municipais estavam. Quando lhes contei o ocorrido o retorno foi só uma interjeição: Óóóó!!! Não perguntaram nem se eu estava bem e se precisava ir à delegacia.
   Onde nós estamos!!! Esse país está indo por um caminho tortuoso. Onde as pessoas de bem são reféns e os criminosos é que tem direitos humanos garantidos.
   A população não tem mais a sensação de segurança tão importante para garantir a ordem e não gerar a anarquia. Quando nos acontece algo e olhamos em volta não encontramos ninguém para nos ajudar e quando há agentes de segurança pública eles são enfeites, já que não se mobilizam para nada.
Sensação de segurança
   A sociedade precisa ter a sensação de segurança. É esse sentimento colabora com as ações dos agentes e órgãos responsáveis para garantir nosso direito de ir e vir, assim como garantir que os direitos humanos sejam de fato estendidos às pessoas de bem.
   Encontrei há algum tempo, em uma matéria do jornal O Globo, uma explicação simples sobre a sensação de segurança. Aqui vai ela: “Imagine-se comprando um carro novo, rápido e estável, e usando-o sem receios. De repente chega a você a notícia de um recall, pois há um problema no veículo que pode fazer o freio falhar completamente em determinadas condições. Você gela ao tomar conhecimento do risco que estava correndo. Leva seu carro para efetuar o conserto com todo o cuidado do mundo. Mesmo depois de ter o problema resolvido, você continua a dirigir com muita prudência, pois nunca se sabe quando novas falhas podem vir a ser descobertas.”
   A população está receosa em relação à sua segurança. Podemos culpar só os agentes, claro que não. E estaríamos errados se fizéssemos isso. Os agentes são geridos por órgãos públicos, que deveriam ter competência e estratégia para lidar com a situação.
   Desde os primeiros dias do ano, o noticiário da região, do estado e do Brasil só mostram a Baixada Santista, principalmente São Vicente, Praia Grande e Guarujá como as mais perigosas, com risco de furtos, roubos e até de mortes. Tudo por uma corrente de R$ 20,00 ou um celular de R$ 100,00.
   A vida humana está em liquidação para os bandidos. A sensação que temos é de que estamos num bacião, aonde sai mais barato levar três para pagar um.
   CHEGA! Essa é a minha palavra e tenho certeza que é o coro da população brasileira. Mais ação, mais estrutura, melhores salários, melhores condições de trabalho. Tudo isso reflete na sensação de segurança que tanto queremos de volta.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Retrospectiva...


Agora que o ano virou – esperamos que para melhor – e todos os canais de TV aberta já fizeram a sua retrospectiva de 2009, portanto os assuntos estão fresquinhos na memória, farei a minha retrospectiva só que dos vexames do ano passado. Não listarei na ordem do maior ao menor vexame ou ao contrário. Vexame é vexame e não importa se foi grande ou pequeno.
É humanamente impossível lembrar todos os vexames ou os piores, por isso conto com a necessária ajuda de vocês para completar a lista, então deixe no comentário algo que não foi mencionado ou elejam o(s) maior(es) vexame(s). Fique a vontade!


O primeiro vexame que vem à memória é o da Academia Brasileira de Letras, que este ano deu a Fernando Collor de Mello o título de imortal sem que tenha escrito um livro. O critério que fez Collor entrar para a galeria de imortais, que tem Machado de Assis, Guimarães Rosa, Rachel de Queiroz e tantos outros impecáveis autores, foram os artigos, discursos e planos de governo. Vexame da Academia Brasileira de Letras (A), que coloca em dúvida sua credibilidade.
A aprovação da Venezuela ao referendo de Hugo Chavez (B) que lhe permite se candidatar ao terceiro mandato consecutivo à presidência. Como pode ninguém se mobilizar para fazer o ditador recuar. E não são os EUA, mas os países da América Latina, principalmente os que integram o Mercosul que devem agir. Por estatuto, o Mercosul nunca se concretizará tendo uma ditadura entre seu membros.
O impasse do fica ou vai de Battisti (C) não tem nem comentários. Esse assunto foi massivamente colocado na mídia e o Ministério da Justiça e o Lula ficaram feito baratas tontas. Ninguém quis segurar a batata quente, enquanto isso houve problemas diplomáticos com a Itália.
O senhor feudal e rei de São João do Nepomuceno (MG), Edmar Moreira (D), que não declarou seu castelo de mais de R$ 20 milhões porque estava no nome do filho. Para ele, o problema foi o nome do proprietário e não a fábula de dinheiro, de origem questionável, gasto para a construção e manutenção do castelo.
O cancelamento da prova do Enem (E) por seu conteúdo ter sido negociado antecipadamente. Vexame educacional e incompetência de quem era responsável pela logística da prova. As pérolas do presidente Lula (F), como a marolinha e o palavrão dito em discurso, não podiam ficar de fora.
O Kassab (G) foi responsável por pelo menos dois vexames em 2009. Um quando proibiu a circulação de fretados dentro da cidade, o que piorou o sistema de transporte, que não conseguia absorver novos passageiros, e o congestionamento com maior número de veículos circulando. O segundo vexame foi o anúncio do aumento de até 60% no IPTU.
Sem delongas e comentários chega a vez do Sarney (H) e seus atos secretos em benefício de familiares.
Sem palavras para a aprovação do Leão (IR) abocanhar as poupanças brasileiras (I). A tributação só acontece acima dos R$ 50 mil, mas em um país onde há um grande número de trabalhadores informais não é tão difícil ter essa quantia guardada. Mexer nisso já cassou presidente!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A quem interessa a mentira?

A confiança do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Osmar Pinto, especialista em raios, afirmando que há mais de 99% de certeza que o apagão, que atingiu 18 estados brasileiros na terça-feira (10/11), não foi consequência de descarga elétrica (raios) no sistema de transmissão de energia levanta a questão dos motivos para as fontes oficiais culparem a mãe natureza.
O Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, deu o caso do apagão por encerrado, alegando que a quebra no fornecimento de energia de Itaipu teve causa climática, podendo ter sido um raio, ventos ou chuvas fortes na região de Itaberá, interior de São Paulo.
Segundo relatório do INPE, havia tempestade de médias proporções na região indicada pelo ministro, com 25 descargas elétricas (raios) de baixa intensidade, tendo o raio mais próximo das linhas de transmissão caído há 2 quilômetros de distância e com fraca intensidade.
Para o pesquisador, alegar que o apagão desligou 18 estados brasileiros é admitir que nosso sistema de energia é extremamente falho, já que a possibilidade disso acontecer é quase zero. No apagão de 1999, o governo federal apareceu com a mesma causa e o INPE, dois meses depois, comprovou que a natureza não era a culpada. O avanço tecnológico permitiu ao instituto fornecer um laudo mais rápido.
Tanta gente já deu sua opinião, o tema ficou repetitivo, mas não resisti quando vi a certeza do pesquisador de que o motivo do apagão estava errado. Preferir admitir falha no sistema por permitir que um simples raio parasse o País é estranho, já que isso leva a incompetência de gerência. Deve haver algum motivo grande, que desconhecemos. Falta de verba para investimento? Desvio de verba, que não permite o investimento? Parece que há algumas possibilidades que levam à falta de investimento como o motivo mais provável.
Cheguei a ouvir alguém dizer que a energia no Brasil é barata e que se quiséssemos um sistema melhor e mais seguro o brasileiro teria que pagar a conta. É um absurdo! Nossa energia está vinculada à água, que a hidrelétrica não paga para produzir a energia. Como pode os dois estados mais populosos do País, São Paulo e Rio de Janeiro serem os mais afetados por dependerem de uma única fonte de energia?
Podemos criar novas fontes de energia como alternativas e não precisa ser necessariamente a construção de uma nova hidrelétrica, no rio Xingu, no Pará, que tem leilão marcado para dia 21 de dezembro para produzir 11.233 MW.
Há alternativas de energia elétrica, que podem ser obtidas com sustentabilidade. Somos um País tropical, com sol presente praticamente o ano inteiro em todos os estados, então por que não temos energia solar forte? No nordeste do Brasil o vento é intenso daí vem a pergunta por que a energia eólica não explora todo o potencial? A quem interessa fazer milhões de pessoas dependerem de uma única fonte de energia? Talvez daqui a pouco algumas respostas apareçam, afinal 2010 é ano eleitoral.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Envie email para reforçar a necessidade do diploma para jornalistas

PEC do diploma para jornalista fica para dia 4. Vejam os e-mails dos deputados

Por questão de ordem de pauta, foi adiada, novamente, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara a votação do relatório do deputado Maurício Rands sobre a PEC 386/09 (Proposta de Emenda Constitucional) que resgata a exigência do diploma para jornalistas, e que seria hoje (28/10). É possível que a votação da PEC aconteça na próxima quarta, dia 4.
Portanto, temos que manter a mobilização em defesa da nossa profissão, demonstrando aos deputados que constituem a CCJ a nossa esperança e confiança de que estarão corrigindo uma injustiça e um erro grave quando o STF extinguiu a obrigatoriedade da formação superior em Jornalismo para o exercício profissional, pondo em risco a credibilidade, seriedade e ética no Jornalismo brasileiro.
E vamos revelar aos deputados a nossa crença e apoio em sua independência, repelindo a pressão dos grandes conglomerados de mídia que monopolizam a comunicação no Brasil.
O SinjoPE reenviou, nesta tarde (28/10), a mensagem de confiança na CCJ encaminhada semana passada aos 122 parlamentares que a integram. Você também pode demonstrar a sua confiança e apoio. Vejam abaixo os e-mails dos deputados que formam a CCJ da Câmara Federal:

dep.antoniocarlosbiscaia@camara.org.br
dep.augustofaria@camara.gov.br
dep.carlosbezerra@camara.gov.br
dep.cironogueira@camara.gov.br
dep.colbertmartins@camara.gov.br
dep.eduardocunha@camara.gov.br
dep.eliseupadilha@camara.gov.br
dep.emilianoqueiroz@camara.gov.br
dep.geraldopudim@camara.gov.br
dep.gersonperes@camara.gov.br
dep.jeffersoncampos@camara.org.br
dep.joaopaulocunha@camara.gov.br
dep.joseeduardocardoso@camara.gov.br
dep.josegenoino@camara.gov.br
dep.josementor@camara.gov.br
dep.magela@camara.gov.br
dep.aracelydepaila@camara.gov.br
dep.arnaldofariadesa@camara.gov.br
dep.carloswillian@camara.gov.br
dep.celsorussomano@camara.gov.br
dep.deciolima@camara.gov.br
dep.dilceusperafico@camara.gov.br
dep.dpmingosdutra@camara.gov.br
dep.dr.rosinha@camara.gov.br
dep.eduardoamorim@camara.gov.br
dep.fatimabezerra@camara.gov.br
dep.georgehilton@camara.gov.br
dep.hugoleal@camara.gov.br
dep.ibsenpinheiro@camara.gov.br
dep.jaimemartins@camara.gov.br
dep.jairbolsonaro@camara.gov.br
dep.joaomagalhaes@camara.gov.br
dep.leoalcantara@camara.gov.br
dep.luizcouto@camara.gov.br
dep.mariadorosario@camara.gov.br
dep.marialuciacardoso@camara.gov.br
dep.osmarserraglio@camara.gov.br
dep.paeslandim@carama.gov.br
dep.pastormanoelferreiera@camara.gov.br
dep.paulomaluf@camara.gov.br
dep.regisdeoliveira@camara.gov.br
dep.rubensotoni@camara.gov.br
dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br
dep.tadeufilippelli@camara.gov.br
dep.vicenetearruda@camara.gov.br
dep.vilsoncovatti@camara.gov.br
dep.vitaldoregofilho@camara.gov.br
dep.antoniocarlospannunzio@camara.gov.br
dep.aroldedeoliveira@camara.gov.br
dep.bonifaciodeandrade@camara.gov.br
dep.efraimfilho@camara.gov.br
dep.felipemaia@camara.gov.br
dep.fernandocoruja@camara.gov.br
dep.indiodacosta@camara.gov.br
dep.joaoalmeida@camara.gov.br
dep.joaocampos@camara.gov.br
dep.mauriciorands@camara.gov.br
dep.maurolopes@camara.gov.br
dep.miguelcorrea@camara.gov.br
dep.odilliobalbinotti@camara.gov.br
dep.pastorpedroribeiro@camara.gov.br
dep.paulorattes@camara.gov.br
dep.ricardobarros@camara.gov.br
dep.sandesjunior@camara.gov.br
dep.sandromabel@camara.gov.br
dep.wilsonsantiago@camara.gov.br
dep.alexandresilveira@camara.gov.br
dep.arnldomadeira@camara.gov.br
dep.bispogetenuta@camara.gov.br
dep.carlosmelles@camara.gov.br
dep.edsonaparecido@camara.gov.br
dep.hymbertosouto@canara.gov.br
dep.jairoataide@camara.gov.br
dep.jorginhomaluly@camara.gov.br
dep.majorfabio@camara.gov.br
dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br
dep.jutahujunior@camara.gov.br
dep.mendoncaprado@camara.gov.br
dep.paulomagalhaes@camara.gov.br
dep.zenaldocoutinho@camara.gov.br
dep.cirogomes@camara.gov.br
dep.flaviodino@camara.gov.br
dep.franciscotenorio@camara.gov.br
dep.gonzagapatriota@camarta.gov.br
dep.marciofranca@camara.gov.br
dep.sandrarosado@camara.gov.br
dep.sergiobrito@camara.gov.br
dep.valtenirpereira@camata.gov.br
dep.vieiradacunha@camara.gov.br
dep.wolneyqueiroz@camara.gov.br
dep.marceloortiz@camara.gov.br
dep.moreiramendes@camara.gov.br
dep.onyxlorenzoni@camara.gov.br
dep.paulobornhausen@camata.gov.br
dep.renatoamary@camara.gov.br
dep.ricardotripoli@camara.gov.br
dep.romulogouveia@camara.gov.br
dep.solangeamaral@camara.gov.br
dep.vicpiresfranco@camara.gov.br
dep.williamwoo@camara.gov.br
dep.betoalbuquerque@camara.gov.br
dep.chicolopes@camara.gov.br
dep.eduardolopes@camara.gov.br
dep.evandromilhomen@camara.gov.br
dep.marcosmedrado@camara.gov.br
dep.pompeodematos@camara.gov.br
dep.sergiopetecao@camata.gov.br
dep.silviocosta@camara.gov.br
dep.robertosantiago@camara.gov.br
dep.sarneyfilho@camara.gov.br
dep.chicoalencar@camara.gov.br
dep.marciofranca@camara.gov.br
dep.robertosantiago@camara.gov.br
dep.mendoncaprado@camara.gov.br
dep.paulomagalhaes@camara.gov.br

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do Professor - Quando se perde o respeito?

Foi na infância que comecei a formar a mulher que sou hoje. Nessa fase da vida aprendi que, além de respeitar a família e os mais velhos, tinha que respeitar o professor. Não por medo, mas porque ele tinha algo a me ensinar e eu devia ouvir. RESPEITO foi o que sempre aprendi em casa e tinha que exercitar em grupo, na sociedade, na escola.
E como está o RESPEITO nos dias de hoje? Como essa futura geração, que conduzirá as decisões do País, exercita isso? De que forma estão sendo educados em casa? Como um aluno pode respeitar um professor se muitos pais não dão esse exemplo?
RESPEITO é algo a ser ensinado e essa atitude em relação ao professor parte de casa. Um pai hoje não houve mais quando um professor alerta que seu filho passa por um problema. O que interessa é a aprovação no final do ano letivo.
O noticiário mostra alunos espancando professores, adolescentes saindo do ensino fundamental sem saber ler. E falo de ler no sentido amplo da palavra, que é compreender o que está sendo lido e não apenas juntar letras para formar palavras, que formam frases e assim por diante.
Pais desrespeitando professores não é algo que se vê no noticiário com frequência. É preciso conhecer um professor. Tenho uma irmã educadora em instituição privada, que tem uma formação praticamente completa (magistério, pedagogia e psicologia). Na rotina do seu dia a dia ela precisa, além de educar e lidar com as personalidades e características de seus alunos, lidar com uma mãe ou um pai indignado, que grita, discute e desrespeita um professor por seu filho ter uma “nota vermelha”.
O que fazer com um aluno de 10 anos, que explica que poluição sonora é a evaporação do som, que Pedro Alvares Cabral descobriu o Brasil quando a escola caiu. Tudo isso documentado em prova. O professor orienta o pai, explica, mas de nada adianta. A única coisa que querem é ver a cor vermelha desaparecer e surgir uma azul. Sem importar se a nota foi conquistada por mérito ou por pressão do tipo: “Tô pagando!” Minha irmã é uma persistente e uma resistente.
Não sei de onde muitos pais tiram a idéia de que quem deve educar seus filhos é só a escola. Que tipo de criança e adolescente foram esses pais? Que dificuldade ou que falta de interesse leva pais a não transmitirem conceitos, moral e ética a seus filhos desde sempre?
Um professor deve ser respeitado e isso não significa apenas ser “bem pago”, afinal isso não traz respeito. É preciso reconhecer a importância de um professor em todas as fases de um indivíduo, sem distinção de idade.
A profissão PROFESSOR está entre as mais NOBRES. São eles que vão formar médicos, engenheiros, jornalistas, presidentes da República, governadores, prefeitos. Esse conceito é até cansativo de se ler, porque é algo que sabemos, mas que se faz necessário lembrar constantemente.
Um dos pontos em comum de todo cidadão seria ter tido um professor, infelizmente não são todos os brasileiros que dispõe dessa oportunidade. Analfabetos e alfabetos funcionais são cegos para a vida. É o professor que abre caminhos, que faz com que a criança venha a se tornar um cidadão pleno de seus direitos e deveres, faz com que seja possível raciocinar, argumentar e fazer escolhas conscientemente.
No Japão, o professor é o único profissional a que é permitido permanecer de pé ao falar com o imperador, sem precisar cumprir o ritual de se ajoelhar. Esse é um sinal de respeito pela pessoa que colabora na formação de uma nação.
Vamos refletir nesse dia do professor. Gostaria que os pais vasculhassem a memória do que aprendeu em casa, na escola. Será que um dia isso muda?

sábado, 3 de outubro de 2009

7 anos: Copa do Mundo e Olimpíada. Como ficará o Brasil?

Tive paciência e usei de bom senso ao aguardar o feedback da imprensa, de autoridades e de pessoas ligadas ao esporte para manifestar minha opinião sobre a realização da Olimpíada, em 2016, no Rio de Janeiro.
O lado patriótico de toda essa história é válido. É lindo ver a mobilização em torno do esporte, é um orgulho gigantesco ouvir o Hino Nacional e a bandeira sendo hasteada após uma competição esportiva dentro do País.
Mas - e há um grande MAS –, há outras prioridades no Brasil e no próprio Rio de Janeiro, que sempre continuará lindo, mesmo com seus problemas. Há questões básicas de saúde, fome, educação, habitação e segurança a serem resolvidas, que todos nós conhecemos – muitos sofrem com as deficiências dessas áreas na própria pele - e, por isso, não se faz necessário enumerá-las.
Vou ser objetiva! O assunto é esportivo, então vamos ao esporte. Quantos atletas você vê na imprensa, na sua cidade, no seu bairro, que possuem patrocinadores? Quantos têm algum tipo de apoio do setor público? É mais fácil encontrar quem batalha dia a dia para conseguir treinar e ir às competições. Existem exemplos aos montes e visíveis a qualquer cidadão.
No blog do Fininho, Fernando Meligeni, há um texto sobre a Olimpíada 2016, no qual ele pede para não esquecer dos atletas. Em um trecho, ele diz que “(...) Temos um esporte no Brasil capenga, digo essa palavra feia porque não somos nem 20% do que poderíamos ser. Temos campeões mundiais em mais de 10, 20 modalidades, mas ao invés de termos atletas focados apenas com suas profissões, temos a grande maioria lutando para poder comer e treinar dignamente. Ah, mas logicamente com um monte de tapinha nas costas.(...)”
Como trazer o maior evento esportivo se crianças e adolescentes treinam atletismo descalços, com equipamentos improvisados com cabos de vassouras. Nos grandes centros urbanos existem programas públicos voltados ao esporte, mas o Brasil é grande demais e os talentos estão espalhados.
A etapa da Copa do Mundo de Natação que deveria acontecer no Brasil, nos dias 25 e 26 de outubro, foi cancelada por falta de recursos financeiros e a justificativa oficial é que o objetivo foi dar prioridade à preparação dos atletas para o Campeonato Mundial de Natação.
Citei aqui a ponta de um enorme problema de falta de incentivo e recursos no esporte. Como teremos milhões em recursos públicos para realizar duas grandes competições no País? A Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016. Imaginem a chuva de recursos dispensados para as obras e quanto desse dinheiro será desviado para as contas bancárias de poucos.
O ex-membro do Comitê Olímpico Brasileiro, Alberto Murray Neto, declarou que o Brasil deveria aprender com os erros cometidos durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Para a Folha de São Paulo, ele declarou que “no Pan, nenhuma obra de infraestrutura foi feita. O grande legado foi o superfaturamento de obras.” O que se lê em muitas matérias é que esse superfaturamento do Pan chegou a 1000% em cima do orçamento previsto no projeto.
Histórico de desvios de verbas nós temos e ligado há um grande evento esportivo. Problemas sociais sérios, que necessitam de solução urgente nós temos e isso é concreto e impossível negar.
Com todos esses fatos, leio, ainda na Folha de São Paulo, declarações da ministra Dilma Roussef, que estava em um evento, quando recebeu a informação da “vitória” do Rio. O trecho da matéria que trouxe questionamentos sem respostas é o seguinte: "vamos fazer a melhor Olimpíada de todos os tempos". "O Brasil tem outras fontes de financiamento [além do BNDES] e vamos usar todas. O governo federal não vai faltar, vamos usar todos os recursos que o Brasil tem, e temos muitos."
Alguém pode me dizer por que os brasileiros desconhecem esses muitos recursos ($$) que o Brasil dispõe? Por que doentes são atendidos em macas e cadeiras nos corredores dos hospitais públicos? Por que, segundo dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, revelou que entre as pessoas com mais de 15 anos existem cerca de 14,2 milhões de analfabetos?
A questão em toda essa história não é simplesmente ser do contra. Não sou. Pelo contrário, agora que já foi assinado o contrato para a realização dos jogos tudo deve ser feito para que aconteça da melhor forma. Mas, o cidadão não pode se encantar com a mais antiga das distrações: “pão e circo”.
Até a Copa do Mundo e a Olimpíada acontecerão três eleições. É fácil varrer e jogar sujeiras que podem surgir pelo caminho em baixo do tapete, quando se vê uma nação comprometida e mobilizada para a realização de eventos esportivos.
Cabe aos jornalistas durante os próximos sete anos fiscalizar se a verba está sendo aplicada corretamente, se há desvios, se alguma área importante teve redução de orçamento para pagar as obras. E cabe ao cidadão ficar atento ao que é divulgado, a refletir sobre os acontecimentos. Só diversão não dá.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Túnel do Tempo: Censura às havainas

A sociedade sofre de hipocrisia coletiva. Voltamos no túnel do tempo e nos deparamos com uma peça publicitária censurada. O motivo, considerado falta de respeito por pessoas que se consideram guardiãs da moral, é uma senhora da Terceira Idade falando à neta que nem tudo é namoro, que pode ser “só sexo”.
O comercial das havaianas passou por um remake, no qual aparece o produto e corta para a avó sentada em um sofá, informando que a empresa decidiu tirar do ar a peça por algumas pessoas terem reclamado. A empresa decidiu incorporar a propaganda na integra ao seu site (clique para ver).
O comercial não agride mais do que cenas de novelas antes das 22 horas; não agride mais que os políticos com atitudes vergonhosas dentro de Casas de Leis; não agride mais do que pais que não se respeitam na frente dos filhos; do que líderes enganando comunidades inteiras com promessas; e assim por diante.
Deve haver limites? Claro, mas sejamos coerentes e uma sociedade com bom senso e não hipócrita. O sexo está presente no dia a dia de crianças e adolescentes pela TV; disponível a um clique pela internet; sendo tema de conversas entre os amigos, na escola.
A peça publicitária das havaianas não mostra nada que não vemos e ouvimos diariamente. Inclusive mostra algo que dificilmente vemos hoje em dia, uma adolescente que se constrange em ouvir a palavra sexo e que induz o telespectador a pensar que para ela namoro não é sexo. Hoje há adolescentes de 12 anos grávidas, com doenças sexualmente transmissíveis.
Com todo o tipo de informação disponível para qualquer faixa etária, não se pode esconder uma palavra, ou a discussão de um tema. Aos guardiões da moral que reflitam e passem a ter uma conversa franca de pai para filho, de avó para neta, de marido para mulher.
O que vai acontecer agora é que todo o auê desnecessário fará essa peça publicitária ser uma das mais vistas na internet nos próximos dias. E tudo continuará como dantes na terra de Abrantes.


Assista o remake do comercial da havianas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Um ano de crise e agora?

O mergulho na crise econômica há cerca de um ano, que levou os principais países a enfrentar a primeira recessão pós Segunda Guerra Mundial, fez milhões de desempregados, bancos decretarem falência, indústrias darem férias coletivas e ficarem sem produção.
O Le Monde, jornal francês, publicou no início da segunda quinzena de setembro, que o Federal Reserve (Fed - Banco Central Americano) anunciou que a recessão econômica havia “provavelmente” terminado nos Estados Unidos.
Faz parte da matéria, a informação de que não atingiu o Brasil “nem uma marolinha, como chegou a prever o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem um tsunami, como esperavam muitos empresários. É assim que analistas descrevem o resultado da crise no Brasil, pelo menos até o momento. (...) alguns indicadores econômicos, entre eles o crédito e o desemprego, já voltaram aos níveis pré-turbulência.”
Pergunte ao povo se foi uma marola ou um tsunami. Para milhares a resposta será um tsunami devastador, que levou ao desemprego, ao endividamento, à falta de comida na mesa.
Pelos balanços econômicos apresentados se comparados com a recessão de grandes países realmente o Brasil ficou confortável nesse período caótico da economia. Qual análise se pode tirar disso?
Nosso País não está mais tão atrelado à economia americana. A China é o principal parceiro nesse momento e sua recessão não foi superior a 2%. Este é um fato prático para demonstrar que os analistas financeiros teriam razão ao dizer que não sofremos muito.
Para o povo, que recebe salário e precisa administrá-lo rigidamente para que consiga chegar ao fim do mês com as contas pagas é a geladeira meia cheia, essa não foi a realidade. Muitos empresários assustados com a tão falada crise se anteciparam aos prováveis problemas e realizaram demissões em massa, empresas decretaram falência. Os problemas passaram a ser uma reação em cadeia. Cada informação de que o sonho americano estava sendo perdido pelos americanos, causava furor. Bem ao estilo “Maria vai com as outras.”
Há proprietários de veículos de comunicação, que alegam que a principal veia da crise foram as enxurradas de informações negativas massificadas por órgãos oficiais e impressa.
O que será feito agora, quando especialistas do mercado financeiro dizem que no Brasil não houve marola e muito menos tsunami? Qual o preço que o trabalhador irá pagar? As contratações serão feitas com salários menores? Qual será a atitude de empresários, governo federal? Infelizmente, essas são perguntas difíceis de responder. Teremos que aguardar e massificar informações de aproveitadores da crise.
Único beneficiário da crise
A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgará dia 6 de outubro, que a crise mundial beneficiou o meio ambiente. Um estudo mostrou que as emissões de CO2 na camada de ozônio foram as menores desde a crise da Opep, em 1981. Em cerca de um ano de crise a demanda de energia reduziu, os investimentos em novas fábricas e equipamentos foram adiados. A AIE destaca que cerca de um quarto da queda de emissão de CO2 se deve a políticas públicas.

Brincadeira bem humorada sobre a crise

A crise foi coisa feia em muitos países e grandes empresas sofreram. O blog tô sorto fez uma brincadeira bem humorada, mostrando a adequação de marcas famosas e tradicionais.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cinco coisas que me irritam

Vou listar cinco coisas que me irritam, seguindo a pirâmide que está rolando entre os blogueiros. Pelas regras devo convidar os amigos blogueiros.
Minhas cinco coisas:
1 – A pseudo inocência do País, pedindo ‘Fora Sarney’. Fala sério! Alguém acreditava que ele era limpinho? Jogada para fazer pré-campanha e acabou tudo em pizza como esperado.
2 – O caso Lina X Dilma. É mais um assunto criado para esfriar outro escândalo ou dividir atenções, mas que terminará em simples fumaça.
3 – Indecisão e falta de personalidade (Mercadante, que decepcionou)
4 – Gente que não respeita o limite do outro e se acha muito esperto.
5 – Falta de dimdim no bolso.

Convoco a seguir a pirâmide:
Vírus Onírico
Pensamentos Insanos
Allan Nobrega
Aos leitores do blog, coloquem as cinco coisas que te irritam no comentário.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Caos da saúde pública e privada

Não é segredo para ninguém que a saúde pública no Brasil está um caos há muito tempo. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição de 1988, para garantir o direito inalienável de todo brasileiro à saúde, mas acontece o inverso. Os que têm certo poder aquisitivo ou trabalham com carteira assinada pagam planos de saúde individuais ou coletivos e, mesmo assim, enfrentam descaso quando necessitam.
Quando criança utilizei muito a saúde pública, acredito que os planos de saúde privados talvez fossem embriões, mas não lembro de minha mãe reclamar por falta de atendimento ou espera longa. O SUS pode ter começado bem, mas não acompanhou o crescimento da população para atender suas necessidades.
O caos instalado na saúde pública tem raízes difíceis de serem erradicadas, como a terrível máquina burocrática, falta de médicos, de verba, politicagem. A consequência é a disseminação de doenças por falta de tratamento, ou encarecimento dos custos da saúde por não haver meios de promover a prevenção de doenças, ou em casos mais graves a morte.
No plano de saúde, uma dificuldade está em obter o pronto atendimento e ser tratado com decência por um serviço que é privado. Conheço uma paciente que ficou três horas deitada numa maca, num corredor do centro cirúrgico da Santa Casa de Misericórdia de Santos. Após uma cirurgia de varizes, com recomendação médica para evitar caminhar, na saída do hospital ouviu um: “- Olha, tô sem cadeira de rodas no setor. Vai andando devagarinho até a saída.”
A paciente foi obrigada a discutir para que a enfermeira fosse à busca da cadeira. Esse é apenas um exemplo, e dos menores, dos problemas da péssima prestação de serviços nos planos de saúde.
Será que as coisas só funcionam com um: “-Tô pagando!!!”

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fé cega deve dar lugar ao equilíbrio

O homem tem o livre arbítrio e a razão, que o diferencia dos outros animais, e dá a oportunidade de fazer escolhas de forma clara, após analisar prós e contras. Diante deste fato científico e divino (ambos são considerados uma dádiva de Deus), que nos diferencia, deveria ser inconcebível que existisse a crença cega.
Mas, ela existe. É um fato. O mundo hoje é de extremos: capitalismo feroz e clamor por solidariedade; o homem sem fé e o que morre pela fé. A sociedade e o indivíduo precisam do equilíbrio, do meio termo que o livre arbítrio permite por se ter a capacidade de racionalizar.
Temos uma sociedade com vários tipos de pessoas: inteligentes, ignorantes, ingênuas, que precisam se iludir, que estão perdidas, que precisam de apoio e por aí vai. Por isso, quem engana pessoas de bem com falsas promessas de solidariedade e de fé não deveriam ser considerados lideres de nada, pois se aproveitam de uma cegueira momentânea.
Aos cegos seguidores vale o ditado de que o “Pior cego é aquele que não quer enxergar”. A fé é importante para o ser humano, sem ela pode-se pensar: para que viver? Mas, mesmo sendo uma pessoa de fé é preciso ter a consciência de que não se pode ficar preso ao raciocínio de outro, por correr o risco de se prejudicar, de se sentir ferido pelo que foi engendrado.
Escândalos de desvio de dízimos, líder ensinando outros líderes a arrecadar mais dinheiro, tendo como postura a seguinte frase: “Se quiser bem, se não quiser, que se dane. Ou dá ou desce!” (sic). Que tipo de líderes da fé teremos conduzindo milhões e milhões de fiéis?
Infelizmente, ludibriar um grupo de pessoas não acontece só em uma religião, fiéis cegos existem em todas, assim como confiar cegamente em um político, em um colega de trabalho, em um amigo. Corro o risco de parecer piegas, mas o ser humano erra e diante disso a razão é essencial, é a que mostrará o caminho do equilíbrio e isso não significa ser incrédulo e deixar de confiar no outro.