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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ovos no jardim

   Ai! Que saudade da infância. Sabe aquela saudade de boas lembranças, que traz nos lábios um sorriso largo e um aconchego no coração. A Páscoa trouxe saudade da época em que acreditava que o coelho da Páscoa realmente existia e escondia ovos de chocolate de forma travessa, para que eu tivesse que encontrá-los.
   Esse domingo de Páscoa foi ao lado da vovó, que está chegando aos 90 anos. Os primos começaram a lembrar da preparação para a festa. Os quintais deixavam de ter as gramas aparadas para ficarem altas. Na época, segundo minha avó, só assim o coelho traria os ovos e os esconderia. As crianças da família ficavam ansiosas, contando os dias para a caça ao chocolate.
   No domingo acordávamos super cedo e ficávamos a todo momento perguntando se o coelho já tinha passado, se podíamos sair correndo para encontrar os ovos. Entre os primos havia uma disputa de quem encontrava mais ovos. Mas, ao final da busca sabíamos que tudo deveria ser repartido igualitariamente para que o coelho viesse no ano seguinte.
   Bons tempos aqueles em que a criança tinha fantasia, acreditava em histórias fictícias. Tudo era muito saudável. Eu e meus primos tivemos uma boa infância, sempre incentivados a crer, a ter fé.
   Esse tipo de lembrança nos acompanha para sempre. Nos faz feliz. E agradeço à família por ter permitido que eu vivesse momentos que hoje me trazem felicidade e conforto, com a certeza de que vivi ótimas histórias de infância.

Matando a saudade num sábado de feriado


   Há alguns anos não visitava o Bixiga, bairro que me abrigou na primeira vez que deixei a casa dos meus pais. Visitei com amigas aquele saudoso espaço, observando cada detalhe das casas históricas, das pessoas. Que saudade do aroma das cantinas, pizzarias e restaurantes que sentia diariamente no caminho entre minha casa e o trabalho.
   O retorno aconteceu em um sábado nublado de feriado prolongado, o que fez o bairro parecer quieto e sonolento.
   Fui saudosista. Voltei a comer em uma típica cantina italiana, com massas deliciosas, com molho de tomate tradicional. A Conchetta foi o lugar escolhido, que apesar de ser tradicional nunca havia frequentado.
   Na cantina muita gente trabalhando feliz. O cantor, um senhor de cabelos brancos e um sorriso de felicidade enorme no rosto, encantava. Ao vê-lo é possível ter certeza de que ele faz o que ama. A casa tem a tradição de jogar travessas de alumínio, fazendo muito barulho, durante o Funiculí Funiculá ao vivo. Uma diversão! Os fregueses adoram e saudam com muitas palmas.
   Continuei a rever o Bixiga indo à Italianinha, um comércio de pães, massas, doces e embutidos tipicamente italianos. Que saudade desse lugar pelo qual passava diariamente para chegar ao trabalho. Claro que entrei e matei a saudade daqueles sabores.
   Guardava na memória e no coração as imagens do bairro, as festas e os aromas... hummm!... Ah! Os aromas!

domingo, 14 de março de 2010

Meu coração chora

   Olho pela janela e vejo as árvores nervosas, movimentando-se impacientemente . Venta, o céu está cinzento.
   Horas depois o sol voltou a brilhar, mas meu coração está como o tempo da manhã: cinzento e atormentado. E, ainda, está chorando. A chuva toma conta do meu coração, da minha alma, do meu corpo.
   Meu Rei se foi. Foram mais de 20 anos de convívio de um ser que coloriu a vida da família de verde, amarelo e toques de vermelho e azul. O canto da sala está vazio, assim como um pedaço de nossas vidas. Mas as lembranças e o coração estão repletos de momentos e de amor do meu Menino.

ORAÇÃO - Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Telinha mágica


Uma sala escura e um único aparelho emitindo uma luz azulada. Quase todo mundo vive essa cena diariamente. No Brasil, essa luz é emitida há 40 anos, quando houve a transmissão do primeiro programa de televisão da América Latina.
Hoje, 11 de agosto, é o Dia da TV e, por mais fútil que possa parecer a muitas pessoas comemorar esse dia, senti que seria bom relembrar as sensações e as curiosidades que experimentamos nesse retângulo repleto de imagens, sons e informações.
O ser humano reage a imagens para se comunicar desde os primórdios, quando o homem sob forma de desenhos em pedras (pinturas rupestres) deixava suas impressões sobre a vida e o cotidiano. A televisão é uma versão super, hiper, mega modernizada dessa comunicação e por isso prende a atenção e mantém as pessoas à sua volta.

Eu não fiz parte da geração babá eletrônica, por minha mãe ter escolhido ficar em casa e educar as três filhas, mas assistia TV. Os programas voltados ao público infantil educavam e divertiam, como o “Lupu Limpim Clapá Topô” e muitos outros.
Vivi os festivais de música - os últimos não sou velha (rs). Assistia ao Rock in Rio desejando ser ‘maior’ para ter ido. Ficava emocionada ao ver grupos enormes de pessoas, com camisas amarelas, clamando por liberdade. Chorei com o cortejo do presidente não empossado, Tancredo Neves, sem nem saber direito quem ele era e o que era política.
Nas matérias do telejornal, que mostravam as pessoas na fila para compras básicas na época do Cruzado a identificação era total. Era criança e ficava na fila do açougue, enquanto minha mãe ia para a fila do leite no supermercado. Chorei Senna, fiquei indignada e consternada com o ataque às Torres Gêmeas. E mais tantos e tantos outros acontecimentos, novelas e sessões da tarde, que me prendem ao aparelho de TV. Atualmente, é a TV a Cabo que me conquista, já que a qualidade dos programas da TV aberta anda questionável.

Claro, que tudo tem limite e ninguém deve passar a maior parte do seu tempo em frente à TV. E não concordo quando dizem que a TV poderá ter um fim, já que há tantas tecnologias que tirariam as pessoas de frente do aparelho. No computador há disponível download de séries, de filmes, notícias e mais uma infinidade de assuntos. Mas, há momentos em que tudo o que alguém deseja é um sofá confortável, uma sala escura e a TV ligada.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saudade no coraçãozis é foréveis

Cacildis! Lá se foram 15 anos sem Kid Mumu da Mangueira, que alegrou os domingos da minha infância. Dos quatro trapalhões os mais engraçados e impagáveis eram Mussum e Zacarias, justamente os que já se foram.

Nesse #mussumdays foi gostoso relembrar e ver que muitos, assim como eu, tem saudade do humor de verdade, sem o patrulhamento do politicamente correto, que matou os programas e roteiristas, como os do Casseta & Planeta. Talvez 'Os Trapalhões', assim como outros programas de tv, não teriam feito sucesso se suas piadas fossem limitadas.

O Mussum existiu pelo seu jeito desleixado, beberrão, muitas vezes representando o malandro. Graças, que na época do Mussum, não tinha patrulhamento. Ele fazia como ninguém sátiras de sua condição de negro, sem que isso fosse agressivo ou considerado preconceituoso. Frases como 'negão é o teu passado' e 'crioulo é a tua véia' eram hilárias.

Ui ui uuui! Saudade! Agora vou me pirulitar, esperando que alguém me ofereça casa, comida, três milhão por mês, fora o bafo!! Enquanto isso não acontece tomo muito méééé!!!! hahahahahahah