Algo simples de ser feito, mas que terminou em assalto. Por sorte só levaram uma corrente que nem era cara – sinto pelo pingente de Nossa Senhora que ganhei quando nasci. A máquina só não foi o alvo porque eu esperava o semáforo abrir para tirar fotos do trânsito em movimento, portanto a máquina estava nas costas.
Quando fui descarregar as fotos, observei que havia tirado a foto do assaltante, que me observava na esquina sem que eu percebesse, saindo para pegar uma bicicleta que facilitaria o roubo.
O assalto ocorreu a poucos metros do Ambulatório da Mulher, aonde quatro guardas civis municipais estavam. Quando lhes contei o ocorrido o retorno foi só uma interjeição: Óóóó!!! Não perguntaram nem se eu estava bem e se precisava ir à delegacia. Onde nós estamos!!! Esse país está indo por um caminho tortuoso. Onde as pessoas de bem são reféns e os criminosos é que tem direitos humanos garantidos.
A população não tem mais a sensação de segurança tão importante para garantir a ordem e não gerar a anarquia. Quando nos acontece algo e olhamos em volta não encontramos ninguém para nos ajudar e quando há agentes de segurança pública eles são enfeites, já que não se mobilizam para nada.
A sociedade precisa ter a sensação de segurança. É esse sentimento colabora com as ações dos agentes e órgãos responsáveis para garantir nosso direito de ir e vir, assim como garantir que os direitos humanos sejam de fato estendidos às pessoas de bem.
Encontrei há algum tempo, em uma matéria do jornal O Globo, uma explicação simples sobre a sensação de segurança. Aqui vai ela: “Imagine-se comprando um carro novo, rápido e estável, e usando-o sem receios. De repente chega a você a notícia de um recall, pois há um problema no veículo que pode fazer o freio falhar completamente em determinadas condições. Você gela ao tomar conhecimento do risco que estava correndo. Leva seu carro para efetuar o conserto com todo o cuidado do mundo. Mesmo depois de ter o problema resolvido, você continua a dirigir com muita prudência, pois nunca se sabe quando novas falhas podem vir a ser descobertas.”
A população está receosa em relação à sua segurança. Podemos culpar só os agentes, claro que não. E estaríamos errados se fizéssemos isso. Os agentes são geridos por órgãos públicos, que deveriam ter competência e estratégia para lidar com a situação.
Desde os primeiros dias do ano, o noticiário da região, do estado e do Brasil só mostram a Baixada Santista, principalmente São Vicente, Praia Grande e Guarujá como as mais perigosas, com risco de furtos, roubos e até de mortes. Tudo por uma corrente de R$ 20,00 ou um celular de R$ 100,00. A vida humana está em liquidação para os bandidos. A sensação que temos é de que estamos num bacião, aonde sai mais barato levar três para pagar um.
CHEGA! Essa é a minha palavra e tenho certeza que é o coro da população brasileira. Mais ação, mais estrutura, melhores salários, melhores condições de trabalho. Tudo isso reflete na sensação de segurança que tanto queremos de volta.


