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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fui assaltada e a sensação segurança é zero

   Um dia normal de trabalho. A pauta era fotografar a Linha Amarela, na altura da Vila Margarida, em São Vicente, que teve obras concluídas em dezembro de asfaltamento e drenagem.
   Algo simples de ser feito, mas que terminou em assalto. Por sorte só levaram uma corrente que nem era cara – sinto pelo pingente de Nossa Senhora que ganhei quando nasci. A máquina só não foi o alvo porque eu esperava o semáforo abrir para tirar fotos do trânsito em movimento, portanto a máquina estava nas costas.
   Quando fui descarregar as fotos, observei que havia tirado a foto do assaltante, que me observava na esquina sem que eu percebesse, saindo para pegar uma bicicleta que facilitaria o roubo.
   O assalto ocorreu a poucos metros do Ambulatório da Mulher, aonde quatro guardas civis municipais estavam. Quando lhes contei o ocorrido o retorno foi só uma interjeição: Óóóó!!! Não perguntaram nem se eu estava bem e se precisava ir à delegacia.
   Onde nós estamos!!! Esse país está indo por um caminho tortuoso. Onde as pessoas de bem são reféns e os criminosos é que tem direitos humanos garantidos.
   A população não tem mais a sensação de segurança tão importante para garantir a ordem e não gerar a anarquia. Quando nos acontece algo e olhamos em volta não encontramos ninguém para nos ajudar e quando há agentes de segurança pública eles são enfeites, já que não se mobilizam para nada.
Sensação de segurança
   A sociedade precisa ter a sensação de segurança. É esse sentimento colabora com as ações dos agentes e órgãos responsáveis para garantir nosso direito de ir e vir, assim como garantir que os direitos humanos sejam de fato estendidos às pessoas de bem.
   Encontrei há algum tempo, em uma matéria do jornal O Globo, uma explicação simples sobre a sensação de segurança. Aqui vai ela: “Imagine-se comprando um carro novo, rápido e estável, e usando-o sem receios. De repente chega a você a notícia de um recall, pois há um problema no veículo que pode fazer o freio falhar completamente em determinadas condições. Você gela ao tomar conhecimento do risco que estava correndo. Leva seu carro para efetuar o conserto com todo o cuidado do mundo. Mesmo depois de ter o problema resolvido, você continua a dirigir com muita prudência, pois nunca se sabe quando novas falhas podem vir a ser descobertas.”
   A população está receosa em relação à sua segurança. Podemos culpar só os agentes, claro que não. E estaríamos errados se fizéssemos isso. Os agentes são geridos por órgãos públicos, que deveriam ter competência e estratégia para lidar com a situação.
   Desde os primeiros dias do ano, o noticiário da região, do estado e do Brasil só mostram a Baixada Santista, principalmente São Vicente, Praia Grande e Guarujá como as mais perigosas, com risco de furtos, roubos e até de mortes. Tudo por uma corrente de R$ 20,00 ou um celular de R$ 100,00.
   A vida humana está em liquidação para os bandidos. A sensação que temos é de que estamos num bacião, aonde sai mais barato levar três para pagar um.
   CHEGA! Essa é a minha palavra e tenho certeza que é o coro da população brasileira. Mais ação, mais estrutura, melhores salários, melhores condições de trabalho. Tudo isso reflete na sensação de segurança que tanto queremos de volta.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Seviços domésticos + sexo ≠ casamento


Quantas vezes você já se pegou pensando que é difícil criar algo novo, que ninguém mais pensou? Aposto que várias vezes. E, como criar algo novo dentro da profissão mais antiga do mundo: a prostituição?
Os espanhóis conseguiram inventar algo novo e absurdo, pelo menos na minha concepção, são os serviços domésticos eróticos, conhecidos lá por ‘porno-chachas’. É uma mistura de serviços de limpeza, cozinha, lavar, passar, com atividades eróticas.
Em um mês foram publicados mais de 750 mil anúncios desses serviços. São mulheres se oferecendo para tal e homens com anúncios do tipo casa e comida em troca de sexo. Quer dizer, é praticamente um casamento falido. A mulher lava, passa, cozinha, limpa, e o homem ganha sexo, com a diferença de que ele não tem nenhum compromisso ou responsabilidade em relação à essa mulher.
A ONG Amunod, que trabalha para inclusão e fim da prostituição, considera que esses anúncios aliciam mulheres que nunca estiveram no ‘meretrício’, já que o índice de desemprego na Espanha é de 20% desde o início da crise econômica.
O aliciamento é fato. Imaginem uma mãe, que não tem como criar os filhos, ou mesmo uma mulher que está em dificuldades, sem dinheiro para comer. Na teoria, no ‘porno-chachas’ a mulher não se expõe à sociedade como prostitutas, não ficam nas ruas. Mas, é um trabalho degradante, como sempre foi e será.
Os brasileiros e outros países, que não fazem parte da elite mundial, devem parar de se colocar na posição de vítima, como se só nos países não ricos e paupérrimos existissem prostituição e outros fatos que depõe contra a imagem do país. Primeiro Mundo também tem, nesse caso tentaram fazer diferente, mas é tão degradante como em qualquer lugar do mundo.